domingo, 30 de outubro de 2011

- One More Day -

Hoje acordei com frio em todo o corpo, com os olhos ensaguentados, sem como conseguir ver, queria ver a luz e só sentia um gélido sopro, por entre as minhas vertebras, quero correr para longe, mas não tenho força para o fazer.
 Quero sussurrar, quero falar, quero gritar, quero me me ouçam!
Mais um dia como tantos, mais um dia de desalento, choro choro choro e ninguém me ouve. Não tenho ninguém para me dar a mão e dizer palavras bonitas, estou farta de querer e não poder ter.
Só peço, um pouco de paz, nem que seja o tempo do desfolhar de uma rosa branca.
Dói-me a alma, dói-me uma parte de mim que se quer erguer e não tem coragem de o fazer, não me passa mais nada pela cabeça, do que : " será que algum dia serei feliz? " .
Não há resposta, não há lapis nem pincel, caneta ou papel que me faça libertar tudo o que sinto, tudo o que quero transparecer. Mais um dia assim, mais um dia quase sem fim.

                                                                             - Black Tears -

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

- I Can not stand -

Tudo é triste, tudo é sangrento, tudo á minha volta me faz delirar.
Tenho lágrimas pretas a escorrerem-me pela cara, tenho a pele rasgada, cortes, feridas dolorosas, que doiem de dia à noite, um sofrimento constante que nunca se vai embora, quero encontrar a luz, mas tenho os olhos queimados, estou cega para o mundo, estou cega! Abandonada como um lenço usado e deitado fora.
Não tenho interesse em viver, perco mais tempo em decobrir maneiras para morrer do que propriamente para viver. Estou isolada, com medo de sair lá para fora, com medo de olhar ao meu redor e ver tudo o  que perdi, quero acordar e ao mesmo tempo, dormir e nunca mais acordar.
Como é que é possivel? Era tudo tão belo e perfeito, era tudo mágico, sentia-me um anjo com asas e com uma varinha que tornava tudo realidade. Agora não passo de uma falhada, um anjo falhado que perdeu a sua varinha e as suas asas de condor.
Tenho uma revolta no meu coração, sinto-o preso e apertado, do tamanho de uma noz, como se fosse condenado a dor constante.
Cansei, de pedir que o passado voltasse, cansei de implorar pela minha felicidade, agora?
Agora vivo às custas da impiedade, da dor, do sofrimento.

                                                                                                   - Black Tears -